Mostrando postagens com marcador crea. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crea. Mostrar todas as postagens

Cursos Gratuitos Para Fazer Na Quarentena

Com a intensificação dos casos de contaminação pelo Novo Corona Vírus (Covid-19), que já se somam mais de 3400, muitas empresas liberaram seus funcionários para trabalharem de modo Home Office e escolas fecharam suas portas para os alunos porém não deixaram de manter suas aulas via On-line.

Pensando nessa quarentena que estamos passando em casa, o Blog Do Engenheiro separou alguns cursos para você estudar em casa pelo seu computador ou smartphone e o melhor, de graça.

Várias escolas, universidades e plataformas de cursos disponibilizaram aulas gratuita para não ficarmos com tempo ocioso de mais.

São cursos focados em várias áreas do conhecimento como biologia, programação, gestão entre outras.

Então vamos lá.

SENAI

O SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) disponibiliza em sua plataforma alguns cursos de arquitetura, finanças, empreendedorismo.
Para ter acesso ao serviço entre no link EAD SENAI e faça seu cadastro.

O SENAI disponibiliza certificado válido em todo território nacional.

UFF - Universidade Federal Fluminense

A UFF disponibilizou cursos de redação, educação ambiental entre outros no seu site. Para ter acesso clique em CURSO UFF.
A UFF emite certificado porém apenas para os cursos pagos.

IFRS - Instituto Federal Do Rio Grande do Sul

O IRFS conta com muitos cursos gratuitos para todos, separados por área do conhecimento, vão de ciências exatas com matemática básica, física, eletrostática passando por ciências biológicas com primeiros socorros e saúde ocupacional até as ciências humanas cotando com finanças pessoais, geografia e muitos outros.

É curso para todos os gostos. Acesse em CURSOS ABERTOS IRFS.

STOODI

É uma plataforma de cursos voltada para os estudantes do ensino fundamental e médio. 
Faça o cadastro e estudo de forma gratuita no programa PORTAS ABERTAS

UDEMY

Essa é uma das mais famosas plataformas de cursos online. E agora está liberando cerca de quinhentos cursos free para que ninguém fique sem estudar.
Acesse em UDEMY GRÁTIS.

Eai, depois de tantas opções ainda vai ficar aí parado. Não deixe seu cérebro atrofiar e é sempre bom lembrar, "conhecimento nunca é de mais e é a única coisa que ninguém tira de você".

Compartilhe essa matéria para que todos saibam dessa novidade.

Universitária baiana está entre os dez estudantes selecionados no mundo para receber prêmio global de Engenharia

A universitária baiana Ketheelin Rios Santos Rosa, 18 anos, aluna do 3º semestre do curso de Engenharia Automotiva do Centro Universitário SENAI CIMATEC, em Salvador, está entre os dez estudantes selecionados em todo o mundo para receber o Prêmio Global de Engenharia Alan Mulally 2019. 
Ela ganhou uma bolsa no valor de US$ 10 mil para custear seus estudos. Durante o evento, realizado no SENAI CIMATEC, também foi feito o anúncio dos três bolsistas que participarão do projeto E2I - Engenharia para Inovação Industrial.
A universitária baiana Ketheelin Rosa está entre os des estudantes selecionados em todo o mundo.

Ao receber o prêmio, Ketheelin declarou: “Esse foi o primeiro prêmio que ganhei na faculdade. Achei os critérios bem rigorosos, mas acredito que isso ajuda a incentivar os alunos a serem melhores. Fiquei muito feliz e grata por essa oportunidade”. 
A iniciativa faz parte do Programa Ford de Cooperação com as Universidades e integra as ações de responsabilidade social desenvolvidas pela empresa no Brasil, com foco na promoção e no apoio à educação.
Para concorrer à bolsa, os estudantes precisam estar cursando o primeiro ou segundo ano de Engenharia Mecânica, Automotiva, Mecatrônica, Elétrica ou Ciência da Computação, ter inglês fluente e realizar trabalhos voluntários e ações de liderança acadêmica ou comunitária.
O gerente de Instalação de Powertrain da Ford América do Sul e coordenador do Programa de Cooperação com as Universidades no Brasil, Paulo Oliveira, destacou que, desde que o Prêmio Alan Mulaly foi criado, há cinco anos, essa é a quarta vez que o Brasil participa da premiação. “O que reforça o comprometimento da Ford em continuar investindo na educação no país e, especialmente, na educação de futuros talentos da Engenharia. Esse prêmio, devido aos seus rígidos critérios de seleção, também é um importante reconhecimento no currículo escolar, tanto para o vencedor como para os finalistas”, avaliou.
De acordo com os seus organizadores, o Prêmio Global de Engenharia Alan Mulally tem como meta a doação de US$ 1 milhão em bolsas de estudo, durante dez anos, abrangendo dez universidades ao redor do mundo. 
O financiamento do programa é composto por US$ 500 mil da Ford e US$ 500 mil do Ford Fund, braço filantrópico da empresa.
Sobre o E21 – O projeto piloto E2I - Engenharia para Inovação Industrial é uma ação inspirada em um programa da Universidade de Coventry, na Inglaterra, com o objetivo de promover um intercâmbio entre a empresa e a universidade. Os alunos de Engenharia recebem uma bolsa de estudos e tutoria de profissionais da Ford e do SENAI CIMATEC. Para isso, eles ficam parte da semana dentro da empresa trabalhando na solução de uma necessidade apontada pela indústria.
Três universitários foram selecionados para o programa: Arthur Vianna Dias da Silva Brim e Christian Sales Vassalo, ambos cursando Engenharia Elétrica, e Matheus Barral, que faz Engenharia Automotiva. “O projeto gera benefícios tanto aos estudantes, que podem desenvolver na prática o que estão aprendendo na universidade, quanto para a empresa, que recebe soluções para as demandas apresentadas a um custo competitivo”, explicou o supervisor de Engenharia Elétrica do Centro de Desenvolvimento do Produto, em Camaçari, Roberto Costa.  

Fonte: Jornal A Tarde

Associação Brasileira de Engenharia Industrial promove palestra sobre compliance



Associação Brasileira de Engenharia Industrial (ABEMI) promoveu, no dia 23 de maio, uma palestra ministrada por Martha Mallory, Business Development Manager da TRACE International, organização empresarial de compliance, reconhecida globalmente e fornecedora de soluções de gerenciamento de risco de terceiros. Segundo o diretor de Compliance da ABEMI, Marcelo Lima, a iniciativa é importante porque vem de uma instituição setorial, e isso demonstra o interesse das empresas de trabalhar de uma maneira mais transparente.
“O setor de infraestrutura passou por uma fase muito difícil nos últimos anos e a necessidade de ter um compliance efetivo se tornou absolutamente vital. Antes de conversar sobre questões técnicas e comerciais, os clientes querem informações sobre o programa de compliance. Então, atender a essa demanda se tornou algo essencial para trabalhar tanto para o setor público como para o privado”, comenta Lima.
A importância para os negócios
Hoje, no mercado brasileiro de engenharia, poucas empresas são certificadas. A TRACE International é uma organização sem fins lucrativos com sede perto de Washington, nos Estados Unidos. A certificação de compliance da TRACE atende às normas anticorrupção do Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), além das legislações similares europeias.“A certificação TRACE tem uma riqueza de informações sobre conformidades antissubornos, confirmando que a empresa passou por um rigoroso levantamento de informações”, comenta Mallory.
De acordo com o presidente da ABEMI, Gabriel Aidar Abouchar, a atuação ética, pautada na transparência e no cumprimento da legislação, é uma das estratégias prioritárias da associação, que está completando 55 anos de atuação em maio. A entidade firmou um acordo com a TRACE International para estimular as empresas associadas a passar pelo processo de certificação e reforçar as ações voltadas à conformidade e due diligence do setor de engenharia e projetos.
“A parceria entre a TRACE e a ABEMI promove a transparência comercial no setor de engenharia industrial e construção no Brasil”, afirma. Segundo ele, a TRACE International ajuda empresas que operam globalmente a conduzir os negócios de maneira ética e em conformidade com as leis americana, do Reino Unido e do Brasil.

Fonte: ABEMIEditora Conteúdo/Marciel Oliveira

Conselhos de Engenharia e de Arquitetura apresentam projeto para impedir suicídios na Ponte Newton Navarro



O número alarmante de tentativa de suicídios na Ponte Newton Navarro motivou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RN) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RN) a se unirem em busca de uma solução técnica para o problema. Os órgãos formularam uma proposta e apresentaram à imprensa na manhã desta segunda-feira (20).
O projeto, que tem custo estimado de quase R$ 2,69 milhões, consiste na instalação de placas e vidro laminado acima do parapeito e por toda a extensão da ponte. A medida, segundo os diretores do Crea, Ana Adalgisa Dias, e do CAU, Luciano Barros, conseguiria inibir os suicídios no local.
A equipe que formulou o projeto apontou que tinha cinco premissas: evitar os suicídios na ponte, aproveitar a estrutura existente, promover segurança, manter o visual da estrutura e utilizar um material resistente. Além desses pontos, eles consideraram, ainda, cinco restrições: o custo, que não poderia ser muito elevado; a autorização do projetista da ponte; a paisagem, já que o local é um ponto turístico da cidade; a manutenção; e as condições climáticas, já que há bastante vento e incidência de maresia.
A presidente do Crea-RN também chamou atenção para o ineditismo da parceria com o outro conselho. “Creio que seja, inclusive, um fato inédito essa junção entre Crea-RN e CAU-RN”. De acordo com ela, os órgãos foram procurados pelo deputado federal potiguar, General Girão, que se sensibilizou com o alto índice de tentativas de suicídio na Ponte e com a atividade dos Sentinelas de Deus, grupo religioso que atua no local há exatamente um mês impedindo suicídios.
Nesta terça-feira, 21, o parlamentar irá se reunir em Brasília com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, para apresentar a proposta desenvolvida pelos conselhos.
Luciano Barros e Ana Adalgisa Dias esclareceram que a proposta é apenas uma sugestão para os órgãos competentes. “Essa é uma proposta. Podemos, também, receber contrapontos e propostas inéditas, mas o importante é que saímos da estaca zero”, esclareceu Ana Adalgisa.
Barros destacou que a atual estrutura da ponte não infringe as normas de engenharia e arquitetura, mas que “Natal pode ser vanguarda no desenvolvimento de uma legislação que obrigue a construção de contenção em estruturas como esta”.
O vereador de Natal Robson Carvalho, que também estava na apresentação da proposta, afirmou que tramita na Câmara Municipal um projeto para tornar essa ideia em lei. O parlamentar também disse que destinou R$ 100 mil de emendas para a instalação de videomonitoramento na ponte ainda na noite desta segunda-feira.

Conheça as diferenças entre engenharia elétrica e eletrônica


O campo da Engenharia é uma área vasta com diversos segmentos de atuação. 

Ao todo são mais 30 áreas especializadas em diferentes estudos, campos de produção e desenvolvimento. 

Entre todo esse mundo da engenharia, existem dois segmentos que podem até ser confundidos pelo nome, mas é bom ter atenção, porque as atividades dos dois profissionais são bem distintas. Veja a seguir as diferenças entre engenharia elétrica e eletrônica.
Engenharia Eletrônica ou Engenharia Elétrica?

Algumas pessoas interessadas em dar início a um curso de graduação em engenharia podem se ver em dúvida sobre os dois cursos de graduação. Apesar das formações prepararem o profissional para áreas bastante diferentes, a confusão é compreensível, uma vez que ambos os engenheiros trabalham com a área da tecnologia e equipamentos eletrônicos. Porém, a diferença está na atuação de cada profissional.

O engenheiro elétrico se dedica às redes elétricas e grandes circuitos, focando sua atuação na geração e distribuição de energia elétrica e energias renováveis. Suas atividades estão relacionadas a redes de telefonia e usinas de produção de energia (hidroelétricas, solares, eólica, etc.). 

Já o engenheiro eletrônico tem o foco em equipamentos de baixa tensão e amplitude, como no desenvolvimento eletrônico e em todo processo de manutenção de aparelhos smartphonestablets, computadores, sistemas de monitoramento, entre outros.
Diferenças acadêmicas

Todos os cursos da área de Engenharia têm um início muito parecido na maioria das instituições de ensino do nível superior. 

Nos dois primeiros semestres da graduação a matriz curricular é composta em sua maioria por disciplinas básicas das Ciências Exatas, como Matemática, Lógica, Física e outras.

A partir do segundo ano os cursos começam a se diferenciar. Enquanto os estudantes da Engenharia Elétrica começam a ver disciplinas como Máquinas Elétricas, Sistemas de Controle, Redes Elétricas e outras, em Engenharia Eletrônica as atenções passam a se voltar mais para Eletromagnetismo, Antenas, Circuitos Digitais, Redes de Internet e Telefonia, etc.

Registro no CREA

Após a formação acadêmica, tanto o engenheiro elétrico quanto eletrônico só estão devidamente habilitados a exercer suas funções de acordo com a lei após o registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) com jurisdição sob o local de sua atividade. Portanto, engenheiros, agrônomos, tecnólogos e profissionais de formação técnica voltada às áreas cobertas pelo Conselho precisam tirar o CREA para atuar de forma legal. 

Fonte: Educa Mais Brasil

Gostou da matéria?
Curta e compartilhe com os amigos.
Siga-nos no Instagram e Twitter. Os links estão no topo do Blog.

Schneider Electric recruta mulheres e estagiários para cargos de engenharia e tecnologia

Representando 43,5% das novas contratações feitas pela Schneider Electric na América do Sul, as mulheres estão na mira do recrutamento da empresa.
Para as dezenas de vagas abertas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Peru e Equador, a empresa informa que tem o compromisso de atrair mulheres, sobretudo para cargos nas áreas de tecnologia e engenharia. 
As oportunidades são continuamente anunciadas pelo site da empresa e é também por lá que são recebidas as candidaturas.
Na região, as funcionárias representam 35,7% da força de trabalho, mas entre as posições ligadas a ciências exatas, o déficit aumenta. 
“Nosso esforço é para mudar essa realidade, até porque a Quarta Revolução, a IoT (Internet das Coisas) e mais fortemente a IIoT (Internet Industrial das Coisas) exigem habilidades e profissionais diferentes”, diz Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para América do Sul, em nota.
A companhia informa que zerou a diferença salarial entre gêneros em cargos semelhantes na América do Sul em 2018 e que mantém um orçamento dedicado a sanar eventuais desequilíbrios.
Além das oportunidades efetivas, a Schneider Electric também está recrutando estagiários. 
As oportunidades do programa são para estudantes com formação prevista entre junho de 2020 e dezembro de 2022 em diversos cursos superiores.  
A maior parte das vagas é em São Paulo (escritórios em Jurubatuba e Granja Julieta, na capital, e ainda na fábrica em Guararema e no centro de distribuição, em Cajamar) mas, o programa também oferece oportunidades em cidades como Curitiba (PR), Eusébio (CE), Blumenau (SC) e Rio de Janeiro (capital). 
Para o programa de estágio, as inscrições são feitas pelo site da 99jobs.

Falece Hélio Martins de Oliveira, ex-presidente do Instituto de Engenharia

Faleceu no último domingo (3), Hélio Martins de Oliveira, que presidiu o Instituto de Engenharia nos anos de 1963-1964/1965-1966.
Engenheiro Civil, formado em 1944 pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo,  Helio Martins foi também presidente do Conselho Consultivo desta Casa por quatro gestões.
A missa de 7º dia será celebrada na Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja, em 9 de março, sábado, às 18h – Alameda Franca, 889, Jardim Paulistano.
O Instituto de Engenharia se solidariza com a família e amigos deste grande engenheiro.

Será Que Agora Vai?! Fim Do Recolhimento Obrigatório Do CONFEA/CREA

Uma proposta legislativa para extinguir o pagamento de anuidade de todos os conselhos de classe profissionais, foi apresentada no senado no dia 26 de janeiro de 2019 e endossada no último dia 06 de março pela Deputada Federal Joice Hasselmann (PSL) nas redes sociais. 


Citando alguns exemplos:  Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e conselhos de classe, como Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), entre muitos outros, listaremos todos eles no final da matéria.
De acordo com o projeto, o pagamento anual é similar a forma de como o imposto sindical era cobrado, e que acabou sendo extinta na última Reforma Trabalhista.
Há muitas reclamações de brasileiros que estão impedidos de atuar em suas áreas por não conseguirem pagar as altas taxas.
“A obrigatoriedade de pagamento da anuidade de órgãos regulatórios como CREA, CAU, OAB, entre outros, somente onera o profissional e não agrega em nada para o desenvolvimento da classe."
A ideia é que seja facultativo o pagamento somente da anuidade, não se estendendo para outros tipos de serviços como recolher ART, no caso de engenheiro”, via publicação no site do Senado e que está em votação aberta a todos os profissionais destes conselhos.( ⇐ Acesse se quiser votar contra ou a favor)
Fazendo uma analogia com DETRAN, que emite um habilitação para dirigir ou pilotar veículos, independente se o cidadão têm habilidade prática ou não, conselhos de classe funcionam da mesma forma. 
É considerado habilitado a exercer uma profissão específica quando comprovar conclusão de um curso reconhecido pelo MEC devidamente registrado. 
Outra atribuição importante dos conselhos de classe é o papel da fiscalização das atividades inerentes à área de atuação do profissional, exemplo: Fiscalização de uma obra, verificar se o mesmo foi executado por um profissional capacitado e se as normativas éticas estão sendo seguidas.

Conselhos de Classe do Brasil

  • Conselho Federal de Administração (CFA) e conselhos regionais (CRA)
  • Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e conselhos regionais (seccionais da OAB)
  • Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU)
  • Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e conselhos regionais (CRESS)
  • Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) e conselhos regionais (CRB)
  • Conselho Federal de Biologia (CFBIO) e conselhos regionais (CRBIO)
  • Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e conselhos regionais (CRBM)
  • Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e conselhos regionais (CRC)
  • Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) e conselhos regionais (CRECI)
  • Conselho Federal de Economia (CFE) e conselhos regionais (CORECON)
  • Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e conselhos regionais (CREF)
  • Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e conselhos regionais (COREN)
  • Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e conselhos regionais (CREA)
  • Conselho Federal de Estatística (CONFE) e conselhos regionais (CONRE)
  • Conselho Federal de Farmácia (CFF) e conselhos regionais (CRF)
  • Sociedade Brasileira de Física (SBF)
  • Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e conselhos regionais (CREFITO)
  • Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e conselhos regionais (CREFONO ou CRFa)
  • Magistrados Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)
  • Conselho Federal de Medicina (CFM) e conselhos regionais (CRM)
  • Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e conselhos regionais (CRMV)
  • Conselho Federal de Museologia (COFEM) e conselhos regionais (COREM)
  • Músicos Ordem dos Músicos do Brasil (OMB)
  • Conselho Federal de Nutrição (CFN) e conselhos regionais (CRN)
  • Conselho Federal de Odontologia (CFO) e conselhos regionais (CRO)
  • Conselho Federal de Psicologia do Brasil (CFP) e conselhos regionais (CRP)
  • Conselho Federal de Química (CFQ) e conselhos regionais (CRQ)
  • Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas (Conrerp) e conselhos regionais (CONFERP)
  • Conselho Federal dos Representantes Comerciais (CONFERE) e conselhos regionais (CORE)
  • Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) e conselhos regionais (CRTR)
  • Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT)

Essa torre de microalgas filtra o ar como 400 árvores

Com o desafio de reduzir o dióxido de carbono atmosférico, um jovem mexicano chamado Carlos Monroy Sampieri criou uma torre com filtro de microalgas que gera ar saudável no meio dos centros urbanos.

Estas são chamadas de torres Biourban, que possuem um sistema de biofiltração de poluentes atmosféricos, elas são capazes de melhorar muito a qualidade do ar, como se fossem árvores artificiais.
Sua startup Biomitech foi a vencedora do Heineken Green Challenge durante o festival de empreendedorismo da INCMT 2018, organizado pela Tec de Monterrey.
Como funciona?
Através da fotossíntese, as algas transformam dióxido de carbono em oxigênio e expelem a biomassa, que pode ser usada como adubo ou biocombustível.
“Um filtro que você joga e contamina, e neste caso, microalgas são algo que já existe e está no ambiente. Isso nos ajuda a fabricar produtos sem contaminação “, diz Monroy.
As torres possuem sensores que monitoram a qualidade do ar e são auto-sustentáveis, já que funcionam com energia solar.

Fonte: Engenharia é

Gostou da matéria?
Curta e compartilhe com os amigos.

CONFEA e CREA Emitem Nota Sobre A Tragédia Em Brumadinho-MG

Diversas entidades que compõem o Sistema Confea/Crea manifestaram-se em decorrência do rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho-MG. 
No último sábado (26), o Confea e o Crea-MG assinaram uma nota conjunta, lamentando o incidente da última sexta, que já registrou a morte de 60 pessoas até o início da tarde desta segunda-feira. Todas as entidades se solidarizam com as vítimas e destacam a importância da Engenharia e das Geociências do país.

Em sua conclusão, a nota afirma: “Os Conselhos reforçam a necessidade de discutir alternativas e protocolos técnicos capazes de minimizar riscos sociais e ambientais, assim como as políticas de licenciamento ambiental e de segurança de barragens. Para o Sistema Confea/Crea é imperativo trabalhar com demais órgãos técnicos na busca de soluções definitivas para que desastres como esse jamais voltem a acontecer em nosso país”.

Para a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), "é lamentável que o Brasil, um dos países que mais tem se destacado na preocupação com as questões ambientais nos últimos anos, venha diminuindo iniciativas nesse sentido e sofra mais uma vez com uma ocorrência que certamente terá sérias consequências para a região e para o país, a exemplo do rompimento da barragem em Mariana-MG". Lembrando que há 52 anos sua atuação em prol do saneamento e da qualidade de vida a legitimou a atuar junto ao Comitê de Bacias Hidrográficas, onde o tema da segurança das barragens recebe constantes debates, a entidade afirma que "as efetivas ações de prevenção e fiscalização dessas barragens ainda são pontos que não têm a devida transparência e informação disponíveis à sociedade". E convoca profissionais, estudiosos, poder público, sociedade e outras entidades ambientais a mobilizarem-se nacionalmente em torno de um desenvolvimento sustentável benéfico ao país e ao mundo. 

“É com pesar que externamos nossa solidariedade às famílias das vítimas da tragédia de Brumadinho, Minas Gerais. Lamentamos por mais um cenário catastrófico, o Brasil está de luto juntamente com a Engenharia de Segurança do Trabalho”, declarou a Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (Anest).


Negligências e questionamentos
Com um alerta ao governo federal para a necessidade de rigor na fiscalização e no cumprimento da legislação ambiental e de respectivos protocolos de segurança, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) também prestou solidariedade às vítimas e familiares de mortos e desaparecidos, entre eles, profissionais de engenharia. “A tragédia, resultante de negligências diante de alertas da sociedade civil organizada, impõe ao Brasil a urgente tarefa de controle social desses empreendimentos. Reivindicamos, ainda, o fortalecimento das instituições públicas de fiscalização, auditoria e monitoramento, bem como responsabilização, punição rigorosa aos envolvidos e reparação às famílias e à população atingida”. 


E conclui, enaltecendo a “competência, a inteligência e a capacidade técnica da engenharia brasileira e de especialistas das universidades públicas em proporcionar soluções para a contenção de danos, logística e reconstrução da região”.

O contexto das barragens de rejeito e de águas do Estado de São Paulo serviu de parâmetro para a nota da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo). Após uma consulta ao site da Agência Nacional de Águas (ANA), a entidade relatou que apenas 197 das 7.171 barragens outorgadas do Estado estão cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), criado pela Lei Federal nº 12.334/2010. 


Identificando outras falhas no registro, sobretudo das barragens de grande porte, acima de 15 metros e com alto dano potencial associado, a entidade faz cinco importantes questionamentos às autoridades, colocando-se à disposição para auxiliar na aplicação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Posteriormente, a entidade publicou uma segunda nota sobre a tragédia.

Conhecimento e prejuízos ambientais e humanos

Após lembrar que "a construção e a operação de uma barragem agregam conhecimentos multidisciplinares, abrangendo grande parte das engenharias, geologia, geotecnia e agronomia”, a Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi) lastimou a “desvalorização de nossa engenharia no Brasil”, desde a formação do engenheiro à ausência de empreendimentos.


A Fenemi associa a escassez de profissionais experientes nas grandes obras atuais, em detrimento a mão de obra menos dispendiosa, à contratação pelo Regime Diferenciado de Contratações e ao pregão, que “desvalorizaram a engenharia, trazendo consigo um resultado ‘aprovado’ burocraticamente pelos órgãos de controle estatais, mas sem o devido amadurecimento técnico necessário”, apoiando a aprovação do PLC 13/2013, que trata da Carreira Técnica de Estado para Engenheiros e Arquitetos, ressaltando ainda que “as palavras-chave para evitar catástrofes como essas são manutenção e monitoramento, que exigem equipes multidisciplinares, bem treinadas e experientes”.

A Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge) solidarizou-se com as vítimas, lembrou que os prejuízos ambientais e humanos são interdependentes e indissociáveis e considerou que “as entidades da engenharia estão consternadas e preocupadas com a situação de outras intervenções que podem resultar em novas tragédias, sejam elas pontuais como esta ou que vão deteriorando o ambiente ao longo do tempo”.

Fonte: CONFEA

Fim Da Anuidade Do CREA?

O senado abriu uma idéia legislativa com a proposta enviada pelo Engenheiro Tiago Sanches Zocolaro.

A proposta visa a extinção da cobrança de anuidade para orgãos regulamentadores como o CREA, CAU, OAB etc. Segundo o próprio Engº Tiago, esses orgãos "somente onera o profissional e não agrega em nada para o desenvolvimento da classe" (SIC).

Essa petição precisa de ao menos 20 mil apoios para que se torne uma sugestão Legislativa e entre na pauta dos Senadores da República.
Para apoiar você pode acessar esse LINK.

Compartilhe essa matéria com os amigos e curta nossa página no facebook: Srº Engenheiro.

Reestruturação da Engenharia Pelo CNE Pode Transformá-la Em Tecnólogo

Há um ano o Conselho Nacional de Educação (CNE) vem estudando a possibilidade de reestruturação (novamente) dos cursos de Engenharia. Isso para tornar mais atrativos os cursos de engenharia.

Digo novamente porque em 2005 já houve uma "enxugada" na grade da engenharia. O curso contava com uma média de 4400 horas/aula e passou a ter 3700 horas/aula. Ou seja, de seis anos de curso, passou a ter cinco anos.

A reestruturação pretende formar engenheiros mais empreendedores, com uma base curricular voltada bastante para os negócios, como já acontece em várias faculdades privadas pelo país.

Segundo o CNE, os maiores problemas do curso de engenharia estão situados na carga horária das matérias teóricas deixando para trás a prática.



Há quem diga que as Universidades brasileiras deveriam se espelhar na faculdades da Europa ou dos Estados Unidos, como no caso da Faculdade de Engenharia Franklin W. Olin, em Massachusetts, que em pouco mais de vinte anos (foi inaugurada em 1997), registrou maior e coesão entre engenheiros e as exigências do mercado, isso porque nessa IES os alunos calouros ao invés de estudarem matemáticas e ciências nos primeiros semestres, já partem para criação de projetos.

O que está tentando ser feito é diminuir ainda mais as horas/ aula dos, atualmente, cinco anos para quatro ou menos.

Um curso tecnólogo hoje em dia dura três anos.

Porém, para que isso aconteça no Brasil, tem que se mudar a formação básica dos jovens, ainda no ensino médio.


Hoje os adolescentes aptos a ingressar numa faculdade saem do ensino médio sem saber para que serve a fórmula de Bhaskara, ou sequer sabem a aplicação das Leis de Newton.


É preciso investir na base antes que mudar as grades das faculdades.

Conversamos com o Professor Mestre em Engenharia Renato De Marchi Vieira dos Santos sobre o assunto. Ele comentou sobre as diferenças entre a época em que se formou e os estudos atualmente: " Me formei em 2007. A diferença que vejo hoje está relacionado ao acesso à informação. A internet era quase inexistente, cara e lenta. Hoje temos simuladores de processo, por exemplo e vários bancos de dados digitais que dão ferramentas tecnológicas bem avançadas para a engenharia. Nosso curso formava muito o famoso engenheiro calculista e não tinha conceitos sobre oportunidades de melhoria e performance, gestão de negócios e interdisciplinaridade como se vê hoje nos cursos de engenharia. Fazíamos cálculos de processos industriais de 4 ou 5 páginas cada exercício mas não tinha uma aplicação ou não sabíamos de fato o que estávamos fazendo. Hoje tudo pode ser determinado por meios e conceitos tecnológicos de modo mais rápido e efetivo."

O professor disse que a reestruturação pode ser boa se o intuito for suprir a demanda do mercado de trabalho, mas se for só para satisfazer desejos econômicos das universidades particulares será uma verdadeira demência.

Sobre o tamanho da grade de aulas, o professor diz ainda ser pequena: "Na graduação vemos apenas os fundamentos de todos os conceitos. As explorações e experimentações de novos conceitos devem ser mais amplamente explicitados aos alunos e deixar o futuro profissional muito mais confiante. Pegue qualquer livro da área técnica de engenharia e você verá o volume de páginas. Disso tudo, passamos apenas os fundamentos para que o profissional possa ao menos saber onde encontrar sua informação."

Hoje temos o conhecimento de que o engenheiro é multidisciplinar, podendo atuar em diversas áreas, tanto técnica quanto econômico-administrativa.

"O engenheiro deve ser um estrategista, solucionador de problemas (e por que não conflitos) e também sempre atuar de modo a melhorar continuamente. De nada adianta projetar algo se ele não for economicamente viável, por exemplo. O conhecimento de gestão e administração é atributo "sine qua non" de um engenheiro" Complementa Renato.


Professor MSc Renato de Marchi Vieira dos Santos
Assim como em qualquer área do conhecimento, o profissional nunca poderá parar de estudar e buscar sempre aprender mais,o Mestre aponta que o engenheiro em especial, deve redobrar o nível de busca de conhecimento, uma vez que a tecnologia está sendo atualizada dia após dia. "Deve-se sempre ser crítico à sua própria formação profissional e cabe aos futuros engenheiros sempre buscar uma melhor forma de aprender, se qualificar e ter um currículo competitivo, tanto em idéias quanto de construção de novos conhecimentos."

O Professor Renato tem Graduação em Engenharia Química e é Licenciado em Química. Especializações em Engenharia, Gestão e Educação. Mestrado em Engenharia Mecânica. Doutorando em Engenharia de Processos. Atuação como docente em cursos de engenharia. Professor coordenador dos cursos: Engenharia da Computação, Engenharia Química e Engenharia Mecânica da Faculdade ESAMC Santos. Sócio efetivo da Associação Brasileira de Engenharia Química - ABEQ, da Sociedade Brasileira de Química - SBQ, American Institute of Chemical Engineers - AIChe e da Sociedade Brasileira da Computação. Membro da The American Society of Mechanical Engineers - ASME e do Project Management Institute - PMI. Possui as certificações CAPM (Certified Associate Project Manager) do Project Management Institute - PMI, ITIL Foundation V3 da Axelos Global Best Practice e Lean Six-Sigma White Belt da EDTI - Especialistas em Six Sigma.

Técnicos Industriais Não Terão Mais Registro No CREA

Foi promulgada a Lei Nº 13.639 de 26 de março de 2018, que criou o Conselho Federal dos Técnicos Industriais, Agrícolas e Conselho Regionais dos Técnicos Industriais e Agrícolas.




A lei se originou do Projeto de Lei Nº 5179/2016 da Câmara dos Deputados e teve uma tramitação inferior a dois anos.

As profissões de técnico industrial e técnico agrícola, que atualmente contam com mais de 600 mil profissionais no Brasil oriundos das antigas escolas técnicas, hoje chamadas Institutos Federais, foram inicialmente regulamentadas pela Lei n. 5.524/1968 e pelo Decreto n.  90.922/1985

Pelo decreto, esses profissionais só poderiam exercer suas atividades depois do registro em conselho profissional, que até então não existia, sendo que o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) estava desempenhando a normatização dessas duas categorias.

Para o presidente da Federação Nacional dos Técnicos Agrícolas (Fenata), Mário Limberger, a sanção da lei liberta definitivamente a nossa profissão do Confea e dos CREAS

Em meio ao processo legislativo, de forma mais efusiva, Paulão (PT-AL) chegou a afirmar que “os técnicos industriais e agrícolas querem criar seus conselho federal para ter direito real de voto, por se sentirem “bastardos” no sistema CONFEA/CREA.

Não é o primeiro caso recente de emancipação do sistema CONFEA/CREA. No último dia de seu governo, o presidente Lula promulgou a Lei n. 12.378, de 31.12.2010, que regulamentou o exercício da Arquitetura e Urbanismo; criou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal – CAUs.

Esse tema tem fomentado uma intensa discussão dentro das profissões ligadas ao sistema Geo – notadamente Geografia, Engenharia Cartográfica, Agrimensura e Topografia – sobre a efetividade do sistema CONFEA/CREA para as suas realidades. 

Há casos, como o da Geografia, em que os profissionais se formam nas faculdades de Letras e de Ciências Humanas e tiram suas carteiras profissionais nos conselhos regionais de Engenharia e de Agronomia, exemplo que mostra o enorme descasamento entre a academia e a prática profissional.

A criação dos conselhos federais técnicos deveriam servir de ampla reflexão a essas profissões, de maneira a testarem suas capacidades de coesão e de reinvenção ante os desafios contemporâneos das geotecnologias, do ordenamento territorial e da infraestrutura de dados espaciais. 

Os conselhos federais técnicos mostram que o caminho é formar associações profissionais sólidas que discutam e defendam estas soluções no Congresso Nacional com uma pauta única. 

Mas para tanto deverão transcender as discussões corporativas para pensar em algo maior, a estruturação de um real sistema profissional Geo no Brasil.

Fonte: GEO EDUC

Gostou da matéria?
Compartilhe com os amigos e curta nossa página no Facebok Srº Engenheiro.

Artigo Científico Sobre Microestruturas e Propriedades Mecânicas De Uma Junta Soldada


Esse artigo científico é uma obra em conjunto do Mestre em Engenharia Mecânica Alexandre Jusis Blanco com o Professor Willy Ank Morais, sobre o processo de soldagem de metais e estudo das propriedades mecânicas e alterações das microestrutura do material.

Abaixo veremos o artigo na integra (postado com autorização prévia do próprio Mestre Alexandre).
Professor Mestre Alexandre Jusis Blanco

Microestrutura e Propriedades Mecânicas de uma junta Soldada obtida por Processo de Soldagem Manual Gas Metal Arc Welding.


Resumo: Para se determinar as propriedades mecânicas de uma junta soldada torna-se necessário conhecer as propriedades mecânicas do metal de adição decorrente de um processo de soldagem. O objetivo desse trabalho foi verificar as propriedades mecânicas de uma solda MAG elaborando e qualificando um procedimento de soldagem. Para isso foi utilizado quatro ensaios mecânicos: tração, macrográfia, micrografia e dureza. Foi estipulado o limite de escoamento, de ruptura, o alongamento e a estricção; macrográfico, determinou-se, a olho nu, a zona fundida, a zona de ligação, a zona termicamente afetada e o metal de base; micrográfico, tração, definiu-se os componentes microestruturais da solda e do metal de base; dureza e foi estabelecida a tenacidade da solda e do metal de base. Palavras chave: Soldagem; Metalografia; Dureza; Ensaio; Aço.

1. Introdução

A soldagem é uma técnica de construção, feita de várias formas e aplicando vários métodos. Visa obter peças contínuas de metais e/ou ligas(1) é o mais importante processo industrial de fabricação de peças metálicas. Processos de soldagem e processos afins são também utilizados na recuperação de peças desgastadas, para a aplicação de revestimentos de características especiais sobre superfícies metálicas e para corte. O sucesso da soldagem está associado a diversos fatores e, em particular, com a sua relativa simplicidade e flexibilidade operacional. Por outro lado, apesar desta simplicidade, não se pode esquecer que a soldagem pode ser muitas vezes um processo “traumático” para o material, envolvendo, em geral, a aplicação de uma elevada densidade de energia em um pequeno volume do material, o que pode levar a importantes alterações estruturais e de propriedades dentro e próximo da região da solda. O desconhecimento ou a simples desconsideração das implicações desta característica fundamental pode resultar em problemas inesperados e, em alguns casos, graves. Estes problemas podem se refletir tanto em atrasos na fabricação ou em gastos inesperados, quando o problema é prontamente detectado, ou mesmo em perdas materiais e, eventualmente, de vidas, quando o problema é levado às suas últimas consequências. Para se determinar as propriedades mecânicas de uma junta soldada, se torna necessário conhecer as propriedades mecânicas do metal de adição decorrente de um processo de soldagem. Todo o processo de união de metais, através de componentes mecânico ou componentes estruturais através do processo de soldagem tem que ser avaliado para a verificação e comprovação da integridade do novo componente. 

2. Materiais e Métodos 

2.1. Método de soldagem 

0 método de soldagem utilizado foi GMAW (Gas Metal Arc. Welding) ou MAG (Metal Active Gas), que realiza a união de materiais metálicos pelo seu aquecimento e fusão localizados através de um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo metálico não revestido e maciço na forma de fio(6), conforme ilustrado na Figura 1. Para o procedimento de soldagem foi utilizada a pistola para soldagem GMAW que possui um contato elétrico deslizante (bico de contato) para transmitir a corrente ao arame, orifícios para a passagem de gás de proteção e bocal para dirigir o fluxo de gás à região do arco e da poça de fusão. Para a soldagem semiautomática, ela ainda possui um interruptor para o acionamento da corrente de soldagem, da alimentação de arame e do fluxo de gás de proteção. 

2.2. Sistema de alimentação

O sistema de alimentação é composto de um motor, um sistema de controle de sua velocidade e um conjunto de roletes responsável pela impulsão do arame. Em comparação com a soldagem com eletrodos revestidos, a soldagem GMAW é relativamente mais simples quanto à sua técnica de execução pois a alimentação de metal de adição é feita pelo equipamento e a quantidade de escória gerada é mínima. Por outro lado, este processo é mais complicado em termos da seleção e ajuste de seus parâmetros, devido ao seu maior número de variáveis e a forte inter-relação entre elas. A fonte de energia mais usada é do tipo tensão constante regulável com alimentação de arame a velocidade constante. Este tipo de sistema permite o controle automático do controle do arco diretamente através de variações da corrente de soldagem. Sistemas alternativos, com fontes com saída de corrente constante, necessitam de sistemas especiais para controlar o comprimento do arco. 


2.3. Confecção dos corpos de prova

O material empregado nos corpos de prova (CPs) foi o aço SAE J403 1020. Os CPs para o ensaio de tração foram usinados em fresadora horizontal conforme as dimensões ilustradas na Figura 2. Estes corpos de prova foram seccionados em três partes (A, B e C) para serem analisados por metalografia e para terem suas durezas medidas. 

2.4. Parâmetros de soldagem 

Os parâmetros de soldagem dos corpos de prova pelo processo MAG (GMAW) em ambos os corpos de prova foram: tensão de 22V e corrente contínua de 140A com polaridade inversa. O gás empregado foi o “Arcal 21” (21% CO2 +79% Ar, vazão de 20 lpm (3). Como metal de adição empregou-se o arame AWS A 5.18. ER70S-6, diâmetro 1,2 mm (micro-arame)(6). Os materiais dos corpos de prova são confeccionados com o Aço SAE J403 1020. A composição química típica dos materiais envolvidos é: 

  • consumível: 0,06 a 0,15%C; 0,80 a 1,15%Si; 1,40 a 1,85%Mn. 
  •  metal base: 0,20%C; 0,45%Mn; 0,20%Si; P<=0,030% e S<=0,050%. 

A pistola para soldagem GMAW possui um contato elétrico deslizante (bico de contato) para transmitir a corrente ao arame, orifícios para a passagem de gás de proteção e bocal para dirigir o fluxo de gás à região do arco e da poça de fusão. Para a soldagem semi-automática, ela ainda possui um interruptor para o acionamento da corrente de soldagem, da alimentação de arame e do fluxo de gás de proteção. O sistema de alimentação do consumível (arame) é composto de um motor, um sistema de controle de sua velocidade e um conjunto de roletes responsável pela impulsão do arame. 


2.5. Procedimento de soldagem 

Efetuou-se a soldagem dos corpos de prova e a elaboração do procedimento de soldagem, atendendo-se os requisitos da Norma ASME SEÇÃO IX (anexo 01). Antes da soldagem, os corpos de prova foram preparados com thinner para limpeza. A seqüência realizada foi a seguinte: 1º lado (superior): um passe de raiz, um passe de enchimento e um de acabamento. 2º lado (inferior): um passe de acabamento, conforme ilustrado pela Figura 3.


2.6. Ensaio de tração 

Foi adotada a norma ASTM E8M(8) para realizar os ensaios mecânicos de tração, porém com as dimensões dos CPs conforme ASME. 

O ensaio foi realizado a temperatura ambiente e foram determinados o limite de escoamento, o limite de ruptura, o alongamento e a estricção do material. Empregou-se uma máquina universal hidráulica com capacidade de carga de 100 toneladas.



2.7. Ensaios metalográficos e macrográficos

A metalografia visa analisar e registrar a condição microestrutural de um material metálico através da preparação adequadas de amostras a serem observadas. Neste trabalho foi empregada esta técnica, na qual as amostras tiveram suas superfícies devidamente polidas e atacadas com um reagente específico. O exame metalográfico encara o metal sobe o ponto de vista de sua estrutura, procurando relaciona-las às propriedades físicas, composição, processo de fabricação, etc (2). 

A Técnica do preparo de um dos corpo de prova de macrografia abrange as seguintes etapas,escolha e localização da seção a ser estudada, preparação de uma superfície plana e polida e ataque dessa superfície por um reagente químico adequado(2) . 

Iniciando o lixamento nas lixas de 80, 100, 220, 320, 400 e 600. polimento em politrizes com feltro de alumina 0,5μm e posterior ataque com reagente Nital a 5% para análise macrográfica e Nital a 2% para análise metalográfica.

As análises foram feitas a nível macroscópico (a olho nú) e microscópico, com auxílio de um microscópio metalográfico da marca Olympus. Empregaram-se ampliações óticas de 50 a 1000X neste último caso. 2.8. Ensaios de dureza Pode-se considerar dureza como a resistência que um material oferece à penetração de outro em sua superfície. O ensaio de dureza pode ser feito em peças acabadas, deixando apenas uma pequena marca, às vezes quase imperceptível. No trabalho foram empregados os ensaios de dureza na escala Rockwell B (HRB), de acordo com a norma ASTM E 18, utilizando penetrador de esfera de aço temperado com 1/16” de diâmetro e 100 kgf de carga. A Figura 5 ilustra o equipamento da UNISANTA e as posições de medição de dureza realizados na junta soldada.




3. Resultados e Discussões

Após a soldagem observou-se que não houve deformação, que caracteriza bom procedimento e execução. Porém os resultados das demais avaliações devem ser considerados para caracterizar mais fidedignamente o desempenho de junta. 

3.1. Ensaio de tração 

Os dados obtidos nos ensaios de tração foram: comprimento inicial L0 = 36,0mm; comprimento final LF = 43,0mm; espessura inicial t0 = 12,5mm; espessura final (na região de ruptura) tf = 11,0mm; largura inicial B0 = 38,0mm; largura final (na região de ruptura) BF = 35,5 mm (Eq. 4); área inicial A0 = 475,0mm2 ; área final Af = 390,5 mm2 ; força de escoamento FE = 10280kgf; força de ruptura FR = 20460 kgf. 

Estes dois últimos valores foram registrados pelo controle eletrônico da máquina, conforme ilustrado na Figura 6. A Figura 7 ilustra o aspecto do CP de tração (vide Figura 1), rompido o ensaio de tração. 

Os resultados numéricos, calculados a partir dos dados obtidos nos ensaios de tração, foram: 

Limite de Escoamento (SLE



 Limite de Ruptura (SLR


Alongamento (%Along.) 

 Estricção ou Redução de Área (%RA) 


 As superfícies de fratura obtidas nos ensaios de tração foram avaliadas para determinar a existência de irregularidades, descontinuidades e/ou defeitos. 

A foto da Figura 8 apresenta regiões de falta de fusão ocorridas entre os passes de solda executados (vide Figura 3).

3.2. Macrografia e Micrografia 

Apresentou uma estrutura bem homogênea, conforme ilustrado pela Figura 9, podendo definir o metal de adição, o metal base, e verificado a presença da zona termicamente afetada (ZTA). Verificou-se também que não foi verificada uma falta de fusão na solda deste corpo de solda na região cortada, ao contrário do percebido na superfície de fratura do CP de tração. 

Através da metalografia, pode-se observar alinhamento da perlita (bandeamento) na região do metal base conforme ilustrado na Figura 10. 

Este bandeamento é típico de chapas de aço obtidas por laminação a quente. Já a Figura 11 apresenta a estrutura do metal de solda, com o aspecto típico para o consumível empregado (AWS A 5.18. ER70S-6). 


3.3. Dureza 

Os ensaios de dureza foram executados nas regiões planejadas (vide Figura 5) conforme ilustrado na Figura 12. Os resultados obtidos estão apresentados no gráfico da Figura 13. 

Valores mais elevados de dureza registrados na região da solda, tanto no metal de solda quanto na ZTA, não são favoráveis para o desempenho mecânico da junta. Entretanto, os valores obtidos desse ensaio, apesar de mais elevados no metal de solda, ainda estão dentro de um nível satisfatório. 


4. Conclusões 

A soldagem é um método de união localizada de materiais, cujo objetivo básico é manter a continuidade das características da união com o restante do componente. Através do trabalho aqui apresentado, podemos concluir que o processo propriamente dito de soldagem, material adequado, temperatura não é o suficiente para garantir uma junção de qualidade, justificando, portanto, a qualificação de soldador e do procedimento de soldagem, fazendo-se necessário o treinamento de todo o pessoal de execução e planejamento do trabalho. Os resultados do ensaio de tração comprovam que a inabilidade do soldador influenciou significativamente para a sanidade da solda e que se esta fosse exposta há uma solicitação real, correria o risco de comprometer o objetivo da soldagem. As avaliação visual da junta soldada, as análises metalográfica e por dureza não indicaram maiores irregularidades. Os ensaios mecânicos destrutivos, no caso o ensaio de tração, são mais indicados para uma avaliação mais precisa de uma junta soldada pois defeitos não perceptíveis por outras técnicas podem manifestar-se na superfície de fratura final obtida.

Gostou dessa matéria?
Curta e compartilhe nas suas redes sociais.

Facebook do Professor Alexandre clique aqui.

Adblock Detectado

SEI QUE VOCÊ NÃO GOSTA DE PROPAGANDA, NÓS TAMBÉM NÃO

Mas essa é a maneira que encontramos de mostras as matérias gratuitamente para você.

Por favor, desabilite seu AdBlock e desfrute de todas as informaççoes do nosso site.

Muito obrigado, Blog Do Engenheiro

×