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“Desenvolvimento de fogão de indução eletromagnética alimentada por energias renováveis”. Este é o título do projeto roraimense que foi classificado na 16ª edição dos Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, na categoria Projetos de Desenvolvimento Sustentável na Região Amazônica.
A ideia do projeto surgiu no passado com o professor do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Alexander Fernandes, que trabalhou com a tecnologia de indução eletromagnética durante o mestrado e doutorado. Interessado em participar do Programa Bolsa de Inovação Tecnológica de Roraima (Biterr), ele convidou os acadêmicos Humberto Breno e Paulo Ricardo para a elaboração.
O projeto foi selecionado e a equipe conseguiu obter o protótipo funcional. Desde então, o objetivo vem sendo aperfeiçoar e incorporar outras fontes de energia para alimentar o fogão, seja ela solar, eólica ou por gerador, a exemplo. A ideia da equipe é utilizar energias renováveis em um método mais eficiente para cozinhar alimentos, que é a tecnologia de indução eletromagnética.
Sobre o funcionamento do fogão, o professor explicou: “Temos um campo magnético que, através de uma superfície metálica, induz correntes que produzem calor. Esse calor faz com que o fundo da panela que está exposta a esse campo magnético aqueça. E pronto. Você determina a potência e o tempo que vai precisar para cozinhar. No futuro, poderemos até, quem sabe, controlar o fogão por meio de celular ou outro aparelho eletrônico”, contou.
Com a classificação, o próximo passo é desenvolver o produto de forma comercializável, conforme explicou Humberto. “O intuito é fomentar o desenvolvimento da região amazônica por meio de um produto de alta sustentabilidade. Imagina um restaurante utilizando essa tecnologia por meio de energia renovável? É uma economia absurda”, ressaltou.
SAMUEL BENCHIMOL - Nascido em Manaus em 13 de julho de 1923, foi escritor (109 trabalhos publicados, membro da Academia Amazonense de Letras), acadêmico (Professor Emérito da Universidade do Amazonas, onde lecionou por mais de 50 anos), pesquisador (catedrático da disciplina “Introdução à Amazônia”), líder comunitário (presidente do Comitê Israelita do Amazonas) e empresário (co-fundador do grupo Bemol-Fogás).
PROJETOS - Neste ano foram recebidas 242 propostas e 175 consideradas válidas, um aumento significativo comparando com 2018, quando foram recebidas 165 propostas com 143 válidas. Em 15 edições, a iniciativa já alcançou mais de 3,2 mil inscrições, teve 187 agraciados e mais de três milhões em premiações.
Fonte: Folha de Boa Vista

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