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Nessa quinta-feira (02), pelo canal oficial do CREA-PE, acontece o debate sobre a viabilização da implementação da ferrovia transnordestina ligando o Porto de Suape.

Desde que o Ministro da Infraestrutura comentou publicamente que a conexão do trecho pernambucano não teria viabilidade econômica para ser construído, os órgãos da região estão de desdobrando em debates para que essa obra seja realizada.

O debate contará com a mediação do coordenador do Comitê Tecnológico Permanente (CTP) do CREA-PE, o engenheiro civil João Recena e os entrevistados serão Roberto Gusmão, presidente do Porto de Suape e o diretor executivo da Cone S/A, Marcos Roberto Dubeux.

"Pesquisas apontam que, sem a conclusão da obra, o país perde ao ano aproximadamente o mesmo valor que é necessário para concluís a ferrovia", aponta Marcos Dubeux.

Depois da fala negativa do Ministro da Infraestrutura em relação à construção da ferrovia, o governo estadual tenta tomar a responsabilidade de disponibilizar os recursos necessários para viabilizar o projeto. "Os caminhos para a solução da Transnordestina parravam e passam, necessariamente, pelo cumprimento do contrato realizado pela concessionária TLSA, que é construir ramais de Suape e de Pecém. Na falta de compromisso da empresa daquilo que está no contrato, e do Governo Federal, Pernambuco quer viabilizar a sua etapa da obra do ponto de vista técnico e financeiro", constatou Roberto Gusmão.

Debeux avalia que "estudos mostram que são mais de R$7 bilhões de adição ao PIB da região, de influência do projeto, por ano. É um valor muito relevante, principalmente Suape sendo uma região de muita influência do estado em todas as áreas. São aproximadamente 90 mil empregos (diretos e indiretos), em média, durante o período de concessão da ferrovia. Tem o valor agregado do PIB, tem as operações advindas dos estados, que trazem o ICMS, um valor muito relevante".

O presidente de Suape ainda afirma que o impacto econômico vai muito além do estado de Pernambuco. "Impacta sobre o nordeste como o ramal foi concebido, um  eixo de integração da região. Tratando de Pernambuco, temos várias cadeias que seriam diretamente beneficiadas com o ramal. Suape é um porto que lidera a movimentação de diversas tipologias de carga, principalmente graneis líquidos, tendo como combustível o maior destaque", explica Gusmão.

O presidente do Crea-PE Adriano Lucena chama todos da sociedade para o debate online e explica a importância da participação de todos, "A gente precisa da Transnordestina, ´precisa mudar o modelo de transporte para escoar a produção. Estamos com um modelo rodoviário que não funciona, todo esburacado. Estamos na contramão do mundo. Países menores que o Brasil adotam o modelo férreo e estão decolando na economia".

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